No processo de soldagem, entender a diferença de um eletrodo revestido básico ou celulósico se destaca, pois quando você for escolher o consumível ideal para o seu tipo de aplicação. Mesmo os dois sendo muito usados nos processos de soldagem com eletrodo revestido, apresentam características diferentes.
Essa escolha não deve ser feita só pelo preço, pois o tipo de junta, a posição de soldagem, o material usado e as exigências do serviço também se destacam. É importante afirmar que o tipo de eletrodo vai ser conservado de forma diferente, pois há os que precisam de revestimentos maiores e outros que a secagem fica inadequada.
O que muda entre a diferença de um eletrodo revestido básico ou celulósico
Quando falamos em tipos de eletrodo revestido, diversos modelos, desde os básicos e celulósicos estão entre os mais utilizados nas indústrias. A diferença está no revestimento, que influencia no arco e nas características do metal depositado.
Os eletrodos básicos, chamados de baixo hidrogênio, são ideais para aplicações onde o hidrogênio difusível e a qualidade do depósito são importantes. Um exemplo é o E7018, que possui revestimento básico e particularidades de baixo hidrogênio. Já o eletrodo celulósico usa revestimento com maior presença de materiais celulósicos.
Esse tipo de consumível é ideal para garantir um arco mais energético, sendo ideal para trabalhos de tubulação ou mesmo em passes de raiz. Um exemplo de modelo, como o E6010, são classificados como celulósicos e podem apresentar características favoráveis para aplicações em que velocidade e penetração são importantes.
A diferença entre eletrodo básico e celulósico aparece no comportamento no processo de soldagem. O básico costuma ser escolhido quando se busca maior controle do hidrogênio e determinadas propriedades mecânicas, enquanto o celulósico pode ser ideal quando a aplicação exige uma penetração mais elevada e condições específicas de operação.
Eletrodo básico x celulósico: principais diferenças
Característica | Eletrodo básico | Eletrodo celulósico |
Tipo de revestimento | Revestimento básico, associado a baixo hidrogênio | Revestimento com elevada presença de materiais celulósicos |
Exemplo conhecido | E7018 | E6010 |
Comportamento do arco | Mais controlado, conforme a classificação e aplicação | Arco mais energético |
Penetração | Depende do eletrodo e dos parâmetros utilizados | Geralmente elevada |
Aplicações comuns | Estruturas e aplicações que exigem maior controle do hidrogênio | Tubulações, trabalhos de campo e determinadas aplicações em passes de raiz |
Sensibilidade à umidade | Exige atenção especial ao armazenamento e à exposição | Possui requisitos próprios de conservação |
Ressecagem | Pode ser necessária conforme o eletrodo e a orientação do fabricante | Não deve seguir automaticamente o mesmo procedimento utilizado para eletrodos de baixo hidrogênio |
Escolha | Deve seguir o procedimento de soldagem e as especificações do fabricante | Deve seguir o procedimento de soldagem e as especificações do fabricante |
A tabela mostra que a escolha não depende só da composição do revestimento, mas sim o tipo de trabalho, a posição de soldagem, a penetração necessária e todas as condições de aplicação definem qual o melhor consumível.
Onde cada revestimento costuma fazer mais sentido?
A comparação de eletrodo básico e celulósico fica muito fácil quando analisamos a finalidade do trabalho, pois em vez de saber todas as particularidades, é importante observar como o eletrodo se comporta com relação a cada necessidade de operação. A posição da soldagem faz a diferença, pois alguns facilitam posições e outros configurações.
O revestimento básico para soldagem é muito comum para aplicações em que o controle da umidade e do hidrogênio tem grande importância. Sendo assim, esses eletrodos são comuns em trabalhos que precisam de maior controle. Já o eletrodo celulósico oferece um arco com características mais agressivas.
Em determinados trabalhos de campo e tubulações, essa característica facilita a execução de passes de raiz e outras etapas de soldagem. Além disso, para saber a diferença de eletrodo básico e celulósico, é importante consultar a ficha técnica do fabricante, pois classificação, corrente indicada, posições permitidas e outros ajudam no processo.
Por que a conservação muda de acordo com o tipo de eletrodo?
A armazenagem de eletrodo básico exige bastante atenção à umidade, pois eletrodos de baixo hidrogênio podem absorver a umidade do ambiente e isso pode afetar a performance da soldagem, aumentando os riscos com relação à porosidade ou hidrogênio no metal depositado.
A secagem de eletrodo revestido segue todas as orientações específicas do fabricante, pois não é seguro assumir que todos os consumíveis precisam receber o mesmo tratamento térmico. Por exemplo, os eletrodos celulósicos se destacam pois, fabricantes como a ESAB indicam que este eletrodo não pode passar por ressecagem igual aos de baixo hidrogênio.
Essa diferença é ideal para quem cuida de um estoque de consumível. Colocar materiais diferentes na mesma rotina térmica pode trazer problemas, já que cada revestimento é ideal para um determinado tipo de aplicação. Aproveite e conheça as soluções de estufa para secagem da eletrodos da Soldatel.
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