O problema em uma solda nem sempre começa na execução, mas a causa pode estar na forma como o consumível foi armazenado antes de chegar ao soldador. Em relação a umidade em eletrodo e defeitos de soldagem, determinados revestimentos podem absorver água no ambiente, ou seja, o comportamento pode mudar e aumentar o risco de falhas.
A umidade em eletrodo e problemas de soldagem são bastante comuns em ambientes em que o material precisa ser preparado antes das análises. Assim, controlar as condições da amostra auxilia a garantir um procedimento mais padronizado. Já em aplicações com maiores quantidades, talvez seja necessário equipamentos em outras dimensões.
A forma como os eletrodos são guardados, as condições do local e o tempo fora da embalagem precisam ser levados em conta. Sendo assim, aquecer um eletrodo acima do adequado pode alterar suas características, onde a temperatura insuficiente pode não oferecer o melhor resultado.
Onde começa o problema de umidade em eletrodo e defeitos de soldagem?
O eletrodo revestido fica sensível às condições em que fica armazenado, pois depois que a embalagem é aberta, o material tem contato com o ambiente, e dependendo do revestimento, da umidade e da exposição, pode absorver água. Por isso, o excesso de umidade no eletrodo muitas vezes não deixa sinal nenhum.
Muitas vezes, o consumível parece ter boas condições quando olhado de fora. Assim, durante a soldagem podem ocorrer os primeiros indícios. Um dos destaque é a presença de hidrogênio, pois a umidade pode contribuir para a introdução do elemento no metal. Em aços e algumas soldagens, isso aumenta a preocupação de trincas.
Além do mais, a relação entre eletrodo úmido e qualidade da solda varia com o consumível utilizado, pois eletrodos de baixo hidrogênio, exigem cuidados específicos para limitar a absorção de toda a umidade.Parâmetros de soldagem, preparação da junta, contaminação da superfície e técnica do operador pode interferir no processo.
Assim, quando você suspeita de defeito de solda por eletrodo úmido, vale analisar como os consumíveis foram armazenados, por quanto tempo ficaram expostos e se as orientações do fabricante foram seguidas.
Quando a aparência do cordão começa a dar pistas?
Alguns problemas podem chamar a atenção após o processo de soldagem. Já outros são bastante difíceis de perceber e podem exigir determinada inspeção. Por isso, o controle dos consumíveis precisa acontecer antes de o eletrodo chegar ao seu destino, evitando maiores problemas no processo de soldagem.
A porosidade na solda umidade é uma associação considerada frequente quando existe a presença de gases no processo de solidificação do metal. Ademais, a porosidade pode apresentar outras causas, como contaminação da junta ou mesmo condições inadequadas no processo de execução.
Os problemas causados por eletrodo úmido podem estar relacionados à estabilidade do processo, pois, dependendo das condições do consumível, o soldador pode perceber alterações no arco ou mesmo dificuldade para obter um resultado de qualidade. Conheça alguns dos possíveis riscos:
● Presença de poros no cordão;
● Comportamento irregular na soldagem;
● Dificuldade de manter o arco;
● Mudanças bruscas no revestimento;
● Risco de introdução de hidrogênio;
● Possibilidade de trincas em aplicações;
● Necessidade de retrabalho ou descarte da solda;
● Aumento de eletrodos com relação à perda do material.
Nenhum desses sinais confirma que a causa seja a umidade. Por isso, a absorção de umidade pelo eletrodo precisa ser investigada com os demais fatores da soldagem. Toda essa diferença evita diagnósticos errados. Além do mais, trocar o eletrodo pode não resolver a falha dos parâmetros, assim como ajustar a máquina não corrige o consumível errado.
O cuidado com o eletrodo começa muito antes da soldagem
Alguns eletrodos não precisam passar por secagem de eletrodos para soldagem, pois podem perder o desempenho quando obtém um tratamento térmico errado. Em eletrodos de baixo hidrogênio, o controle do consumível auxilia a limitar o hidrogênio no metal da solda, eliminando risco de trincas em algumas aplicações.
Para determinadas aplicações, há a possibilidade de desenvolver um projeto personalizado, para que assim você tenha uma preparação e secagem de amostras ou de outros volumes, garantindo uma configuração ideal para as condições na planta ou mesmo em laboratórios diversos. Ou seja, a prevenção de defeitos por umidade é fundamental.
O controle de umidade em eletrodos revestidos precisa seguir determinadas recomendações, pois cada classificação pode exigir condições próprias de armazenamento, manutenção e ressecagem. Para operações que necessitam manter os consumíveis em condições controladas, a estufa para secagem de eletrodo faz a diferença.
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